terça-feira, 2 de outubro de 2007

Multidão Solitária Pt. 4

- Esse conto já está na parte 4? – disse Paulo olhando para Larissa.
Ela, olhando para o alto como se procurasse algo, respondeu:
- Sim, essa é a quarta parte já. Curioso não? Deveria ser apenas um conto simples e rápido.
- É, deveria. Agora estou aqui conversando com você. Acredita que o Rodrigo queria escrever um assassinato? Eu iria te enforcar, de forma serena, sorrindo.
- Nossa, que perturbado. Deve ser bloqueio mental. Não sei porque se preocupar para escrever isso. Você não nos acha interessante?
- Sim... bom. Depende, hoje o dia esta interessante, mas não sei se alguém gostaria de ler sobre a minha vida.
- É claro que gostaria, sobre mais o que as pessoas gostariam de ler senão sobre outras pessoas ou outras vidas?
- Não. Digo... Existem vidas mas interessantes não é?
- Isso existe mesmo, mas ele deve estar preparando algo interessante para você. Ei, eu sou interessante!
- Você parece ser mesmo. Mas eu mal te conheço.
- Não se preocupe. Ele também não me conhece. Apareci de intrusa nisso tudo. Venha, vamos sair daqui.
Levantaram-se e entraram no trem.
Ao contrário do que Larissa pensou, eu ainda não pensei em nada de interessante para os dois. Mas me agrada observá-los.
Os dois em pé, próximos a porta, trocaram olhares e sorrisos. Paulo não entendia como aquela moça, que estava tão silenciosa olhando para fora da janela, agora olhava com agitação para ele.
Chegaram na Barra Funda e desceram.
Ainda não tinham falado nenhuma palavra desde que entraram no trem. Pareciam tentar esconder algo de mim.
- Oras, pare de se intrometer e continue a narrar normalmente – disse Larissa ao nada – Até porque isso está muito parecido com o “Stranger Than Fiction”, não?
Visto que Larissa estava certa e que parecia tolice manter a história assim, resolvi mata-lá.
- O QUÊ? – gritou Larissa.
- Isso é ridículo, porque faria isso? – questionou-me Paulo enquanto as pessoas passavam por eles com olhares desaprovadores, afinal, que tipo de pessoa fala com o nada?
- E que tipo de pessoa copia idéias de filmes para escrever um conto estúpido?
Para esclarecimento, Paulo logo percebeu que acabara de chamar sua vida de estúpida. E eu não sou uma pessoa, sou um narrador, e não gosto de admintir que estou plagiando idéias, por isso vou matar a Larissa da forma que me convir.
- Você não pode me matar, tecnicamente nem foi você que me colocou nessa história. Além do mais, porque escreveria tanto sobre mim se agora quer me descartar?
- Ela parece ter razão.
Pensativo com as observações dos dois tive que ignorar a narração do que acontecia a 10 metros deles.
- Vá, nós ajudamos. Apenas não se preocupe com nada. Nós iremos levar esse conto a algum desfecho interessante – ofereceu-me Larissa gentilmente – Topa?
- Cansado com tantas possibilidades resolvi deixar os dois tentaram, afinal já haviam chamado muita atenção entre o corre-corre da estação.
Sentei e me pus a observá-los.
De alguma forma ela havia descoberto uma forma de se comunicar com ele sem que eu soubesse o assunto. Pareciam estar bolando algo.
Fiquei ali, olhando, sentindo a brisa gelada no rosto dos dois, a movimentação, a sensação boa sem motivos, e aqueles dois estranhos na minha frente, enquanto eu apenas a esperar pela ação deles, para que, enfim, pudesse voltar a minha antiga narrativa na parte 5.

Obs: Oh vida de mudanças... internet discada... casa diferente...
Eita eita... quem liga?!?! Frase mais universal, ela sempre expressa tudo que estou pensando, e sempre em qualquer ocasião ^^
Mais enfim... O que será da parte 5?
Só eles sabem viu...

7 comentários:

Robson Oliveira disse...

Enfia a parte 5 no meio do seu tapete de bolhinhas amarelas com borda azul de fetim que brilha com as lantejolas...

seu @#$@#$@#25$%¨$%¨$%


mas confesso que ta legal...
por um acaso vc leu Mundo de Sofia? ¬¬

vo te conta viu, isso entrete a gente, quando o narrador entra na historia e os personagens parecem que tem vida :O..

muito nobre de sua parte dar vida aos personagens que vc msm criou .. aehieauhiaeuhaeae


mas antes de eu me despedir gostaria de manda-lo gentilmente para os quintos dos inferno seu muleke de uma figa, vai toma no olho do seu pai pra sabe se tem gosto de coca-cola...

Mokitty disse...

Confesso que está interessantemente inusitado. Você é mestre nessas coisas, não?
Lembra um pouco o "Mundo de Sofia" realmente, e o Jostein Gaarder tem uma narração muito boa. ^^
Assim, comentando isso, eu e Robson indicamos de que você esteve plagiando mais coisas do que pensava...
Bom domínio das palavras, dá para imaginar a cena deles conversando com o nada.
Oba! Parte Cinco! \o/

Sono disse...

A falta de estrutura do texto é enorme, a linguagem é totalmente incoerente e falta dinamismo nas personagens... por isso é tão parecido com Mundo de Sofia, porque os dois são uma merda, e mesmo que o Mundo de Sofia seja uma merda, seu conto é mais e você nunca vai atingi nível dele...

Feliz Agora?

CĿεأðأαηє ✭ disse...

Ah... sei lah...
eu gostei sim... gosto quando o narrador entra nas histórias.
Fica engraçado e tudo mais...
E sobre "O Mundo de Sofia", eu tentei ler mas achei um saco... mas o seu conto não...
tah bom sim sim ^^

Sono disse...

Droga, agora que eu li vi que ficou legal isso...
Mas mantenho tudo que disse acima...

Renata Traça disse...

kkkkkkkkkkk...

Adorei o novo ritmo!
Ainda entrando nas suas idéias:

Opção 1: A Larissa é uma espiã e decidiu que para viver e libertar o Paulo de sua vida insípida ela tem que te matar!Ahhhhhhhh...

Opção 2: A Larissa é uma arquiteta de sonhos...plagiando "A origem"... Ela viu que o Paulo poderia ser o cara que construia os sonhos quando ele desmaiou depois dela lançar seu super poder mental (palgiando algum anime..rs).

Opção 3: O Paulo decide virar a mesa e derruba você para dentro da história, agora é ele quem vai narrar! Afinal, você é mal!

kkkkkkkkkkkkkkkk...Vou pensar em mais alguma besteira para colocar aqui!

Ow...você deveria escrever um livro!Sério, a dinâmica da sua história é legal!

Rodney Hanter Porlok disse...

Ahhhhhhh! Mancada... ficar fazendo criticas assim renatinha... =P... então... a intenção original dessa história não era nem um pouco essa narrativa... era só demonstrar um cotidiano paulistano (isso anos antes de eu morar aqui) com algumas nuances que mostrasse a parte mágica de uma metropole... ai fui abusando das idéias e achando que podia dar uma dinamica melhor trabalhando o individuo... no fim das contas me perdi e acho tão triste só essas curtas 4 partes =(... a cinco de fato nunca veio... o mais foda disso tudo foi descobrir a 8 meses atrás que existia um livro sobre comunicação social com esse titulo de Multidão Solitária... tipo, eu tenho essa filosofia da comunicação no sangue... kkkk... pena que o curso da ECA tá me irritando já ¬¬'...
Enfim... mesmo com suas idéias acho que seria impossivel escrever a parte 5... =/
Essa parte 4 foi muita ousadia, e não saberia como retomar a narrativa sem desinteressas o leitor... até pq são partes curtas, devem ser de fácil leitura e com muito conteudo para prender ele... e você não tem mesmo o que fazer pra ler isso ein? kkkkkkkkkkkkkk